domingo, 4 de setembro de 2016

Dia da Luz.

Ontem eu tinha uma história pra contar, um abraço pra dar mas, hoje estou morto, faltou gente pra falar, discurso pra escutar, mais estou moco, hoje já não tem conta pra preocupar, pessoas pra julgar pois do lado de cá não existe maré cheia, hoje a banda vai tocar as horas vão parar e a cidade incendeia, eu já estive na teia mais hoje nada me prende, eu já estive na frente, mas a gente sempre se vende entre a gente, hoje já não ta mais quente, mas sempre gostei mais do frio, sempre fui meio vazio, mais hoje nunca estive tão cheio, hoje já não sinto cheiro, mais veja eu exalo vida, mesmo sem cor sem importar, todo mundo veste branco, não vou me diferenciar, hoje as rosas não tem cheiro, no peito não tem mais seio nem lugar pra confortar, não estamos no fim nem no começo eu apenas apareço fora do radar, ontem eu tinha casa pra visitar um beijo pra dar, hoje eu quero chapar com a brisa do vento, nesse momento sou fogo e água ao mesmo tempo, ontem eu tinha tempo, hoje eternidade, ontem teve choro, amanhã maternidade.

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