Eu ando me apaixonando por tantas mulheres, que as vezes gosto até do que me fere, ando trocando peles, comprando gato por lebres sem saber qual pelo me serve, fazendo testes, comprovando teses, de que tudo aqui não passa de um mere flerte.
Eu ando fazendo teto, andando reto, pra não me perder, sempre fui inquieto, mais nunca estive tão perto de me conhecer, meus sorrisos não são fáceis de florecer, há bastante cultivo e cativo pra ele nascer.
Eu ando desfazendo você, como se todas as fazendas fossem de papel machê, eu redesenho seu rosto, imagino teu corpo baseado nas regras de crochê, eu amo os opostos eu faço compras em postos pra não virar clichê.
Eu sou todo moço, mudo surdo cego, fundo do poço, sou a esperança em velho, a idade ameçando o corpo, sou copo dágua, vinho seco, liso de lodo, sou verdade absoluta, sou tudo menos luta, sou a questão dessa conduta, que estão sem frutas, pois não colheram o que escultaram das ruas...
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